Sinplasc apresenta Projeto Defesa Circular na FIESC, como alternativa para enfrentar pressão regulatória e fortalecer a competitividade do setor
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Economia Circular desponta como oportunidade para cadeia do plástico em SC

Florianópolis, 15.04.2026 – Na tarde desta terça-feira (14), durante a reunião do Comitê Estratégico para Logística Reversa e da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC, o diretor executivo do SINPLASC, Elias Caetano, apresentou o Projeto Defesa Circular – Soluções para a Circularidade de Plásticos de Uso Único e de Baixa Reciclabilidade.

Segundo Caetano, o setor vive um momento decisivo. “Estamos em um ponto de virada na cadeia do plástico. A solução para os plásticos de uso único e de baixa reciclabilidade está na economia circular. Precisamos sair do modelo linear e avançar para o circular, deixando o ‘oceano vermelho’ de pressão e partindo para um ‘oceano azul’ de oportunidades”, afirmou.

A apresentação destacou a relevância do sul de Santa Catarina como polo estratégico da indústria de plásticos descartáveis. A região reúne cerca de 30 municípios e se consolidou como o principal polo nacional do segmento, com forte impacto econômico e industrial.
Pressão regulatória reforça necessidade de repensar resíduos

O avanço de agendas regulatórias no Congresso Nacional também reforça a urgência de o setor industrial plástico repensar a gestão de resíduos e acelerar a transição para a economia circular. Esse cenário amplia a necessidade de soluções estruturadas, para garantir competitividade ao setor diante das mudanças regulatórias

Projeto piloto e escalável
O Projeto Defesa Circular busca demonstrar, com dados concretos e rastreáveis, a viabilidade da economia circular para plásticos de uso único e de baixa reciclabilidade. A iniciativa é liderada pelo SINPLASC, em parceria com o município de Orleans (SC), e funciona como um modelo piloto com potencial de escala e replicação.

O projeto integra toda a cadeia, desde a separação e coleta dos resíduos até a reciclagem ou transformação em novos produtos, com monitoramento e rastreabilidade completos. A proposta é comprovar que, com um sistema estruturado, esses materiais podem ser reaproveitados de forma eficiente, contrapondo argumentos favoráveis ao banimento.

Com apoio de empresários e incentivo por meio da Lei de Incentivo à Reciclagem, a iniciativa pretende gerar impactos ambientais, sociais e econômicos, além de embasar decisões públicas e privadas com base técnica. O objetivo é qualificar o debate e reduzir riscos regulatórios, evidenciando que a gestão adequada dos resíduos é mais eficaz do que a proibição dos materiais.

Temas em pauta
No encontro, também foram apresentados o Plano Estratégico de Descarbonização, case vencedor do 32º Prêmio Expressão de Ecologia 2026,  por Leandro Alexis Farina, gerente de Saúde, Segurança, Qualidade e Sustentabilidade da Irani Papel e Embalagem, e o livro “Resíduos Sólidos: da complexidade conceitual à normatividade tecnológica”, ainda em desenvolvimento, pelo pós-doutor em Reciclagem de Resíduos Industriais, Dr. Geraldo Mario Rohde.

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
 

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